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ARQUITETURA

"Do Conceito à Pratica”

PAULO MENDES DA ROCHA

Nascido em Vitória, coração do Espirito Santo, em 1928, Paulo Mendes da Rocha é um dos renomados arquitetos pertencentes à Escola Paulista de arquitetura brasileira, movimento que faz parte do modernismo

Formado em 1954, em uma das primeiras turmas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. A escolha pela formação veio por acreditar na capacidade do homem de intervir na natureza de forma criteriosa.

Guiado pelos passos do pai e avô, foi influenciado desde cedo pelas profissões dos familiares. O avô dirigiu o serviço de navegação do Rio São Francisco, e depois a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Já o seu pai era um grande engenheiro, que nos anos 1940 se tornou professor na Universidade de São Paulo.

Foi com essa inspiração que em 1961 começou a dar aulas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP). Posteriormente, a convite de João Batista Villanova Artigas, o arquiteto encabeçou a chamada Escola Paulista da Arquitetura Brasileira, propondo um intenso debate social promovido por professores e alunos. 

Lecionando em duas das maiores universidades de arquitetura do país, Paulo Mendes da Rocha transformou toda uma geração de arquitetos, que vieram a questionar – e até mesmo resolver – os problemas das cidades brasileiras.  

O intenso debate colocava em voga o papel social do arquiteto, e fomentava discussões com pontos de vista sociais e humanistas, assuntos que acabaram não agradando o governo militar então em vigor no Brasil, e por isso, junto com outros professores, como Villanova, foram proibidos de dar aulas em 1969. Função que retomou em meados os anos 1980, após a anistia, até se aposentar em 1999.

A carreira de Mendes da Rocha ficou marcada por uma série de prêmios internacionais direcionados a obras realizadas em várias partes do mundo, como Prêmio Mies van der Rohe para a América Latina pelo projeto de reforma da Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Prêmio Pritzker (em 2006) e o Leão de Ouro (2016).

Clique nas imagens para acessar as obras através do google maps.

Qual movimento estético a influenciou?

PAULO MENDES DA ROCHA

As obras arquitetônicas de Paulo Mendes da Rocha são marcadas como um exemplo do pensamento estético que caracteriza aquilo que é chamado de Escola Paulista da arquitetura brasileira, ou também conhecida como brutalismo paulista, nomes atribuídos ao trabalho de um grupo de profissionais de São Paulo liderados pelo engenheiro-arquiteto Vilanova Artigas.

Além de Artigas, o movimento teve como inspirações Le Corbusier e o New Brutalism (corrente inglesa do movimento). E se caracterizou pela valorização de uma arquitetura limpa, que preza por detalhes construtivos rigorosamente estudados, que privilegia o uso de concreto como principal matéria prima, construções com grandes vãos e traços minimalistas. 

Outra característica marcante é que o ponto de partida das obras não era ligado a sua beleza, e sim a sua funcionalidade.

A Escola Paulista de arquitetura brasileira não se destaca apenas por suas obras que remetem ao brutalismo europeu. As posições politicas também são destaque no movimento, já que informam a sua produção prática, didática e teórica. Isso porque a essa corrente da arquitetura brasileira surgiu em meio a uma situação política atípica no Brasil. O movimento arquitetônico criticava os modos de vida burgueses enraizados em privacidade e conforto.

 

 

“O projeto ideal não existe, a cada projeto existe a oportunidade de realizar uma aproximação.”

 

Paulo Mendes da Rocha
Arquiteto

Como ela desenvolveu seu próprio estilo?

PAULO MENDES DA ROCHA

As obras projetadas por Paulo Mendes da Rocha têm como assinatura a arquitetura marcada por uma estética crua, limpa e clara. Considerado um dos grandes mestres da Arquitetura Moderna, Paulo Mendes da Rocha deixa evidente em suas obras minimalistas a preocupação que tem com cada linha do projeto.

Outra característica sobressalente em seus projetos é o raciocínio de pórticos e planos. Em suas criações, o arquiteto valoriza o uso de uma arquitetura estrutural, com pilares, vigas, paredes simples e lajes. O concreto é amplamente explorado, em sua forma aparente, e é utilizado em fachadas, brises e até no mobiliário proposto pelo arquiteto. 

O renomado arquiteto é o profissional mais expressivo e premiado na área da arquitetura ainda vivo. E se destaca também pelo modo como foi capaz de manter a integridade ideológica em todas as suas obras, atributo que rendeu o prêmio mais importante do setor, o Pritzker, além dele o único brasileiro premiado foi Oscar Niemeyer

Sua trajetória é marcada pela profunda reflexão sobre a arquitetura, centros urbanos, transporte público e educação. Esse pensamento ideológico refletiu em uma grande represaria durante os períodos de ditadura no Brasil, e é refletido até hoje no seu modo de trabalhar. 

Atualmente, aos 90 anos e com uma carreira de mais de 60 anos, o arquiteto continua em atividade, porém trabalha sozinho em uma sala no edifício do IAB-SP, assumindo novas parcerias em cada projeto que assume.

Como a obra de Paulo Mendes da Rocha
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